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Parla, moda, parla!



“Are clothes modern?” (as roupas são modernas?). A pergunta sobre fundo off white do vestido longo, chamou atenção no desfile de Inverno 2019 da Alta Costura de Christian Dior. Qual o significado dela?

Maria Grazia Chiuri gosta de usar frases e palavras-chaves para despertar o público. Em fevereiro desse ano, no Museu Rodin, deu voz à artista Tomaso Binga, que nos anos 70 assinava suas obras com pseudônimo masculino para protestar contra o privilégio dos homens no mundo da arte. Na ocasião, a diretora criativa da Dior cercou a plateia com um cenário ilustrado pela obra de Tomaso: um alfabeto, feito em 1976, onde cada letra, de A a Z, foi reproduzida pelo corpo nu da artista e em seguida fotografada.

O alfabeto, criado pela artista Tomaso Binga com o próprio corpo em 1976, virou cenário da Dior

“Are clothes modern?” é o título de um ensaio escrito pelo arquiteto Bernard Rudofsky, contemporâneo de Christian Dior. Maria Grazia gostou tanto do ensaio que fez sua alta costura pensando nele. Em 1944 o texto mereceu uma exposição no MoMa (Museum of Modern Art) em Nova York.

Crítico observador de tudo, da arquitetura à moda, o arquiteto mostrou como a partir de mitos como Cinderela e de Adão e Eva expulsos do paraíso, homens e mulheres se submeteram a várias torturas propostas pela roupa. Para ele, os gregos, com suas sandálias e vestidos peplum, foram os mais eficientes na hora de conciliar forma e função.


Sandálias da coleção Traphagen ilustram o ensaio de Bernard Rudofsky. As tornozeleiras pesam pouco mais de meio quilo cada e originalmente eram símbolo de escravidão, ligadas a correntes

Gucci foi outra marca a se comunicar através de frases impressas sobre maxi t-shirts e moletons em sua coleção Gucci Manifesto, lançada no inverno 2019. No tecido, a frase: “the mask as a cut between visible and invisible” (a máscara como um corte entre o visível e o invisível).


À esquerda, um ensaio sobre a máscara e à direita o slogan da coleção Gucci Manifesto

Ao recorrer a palavras-chaves, citações e expressões como “Sisterhood Global”, da Dior, também no início desse ano, os estilistas vão assim recuperando a moda-crônica do tempo em que vivemos.

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